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Tinguá é um dos bairros em que se divide o município de Nova Iguaçu (Rio de Janeiro). Teve grande importância durante o século XIX por causa da estação de mesmo nome do bairro fundada em 1883 e desativada em 1964.
Atualmente, o bairro, de caráter essencialmente rural, conta com diversas entidades e ONGs ligadas à ecologia e à proteção ambiental devido à existência da Reserva Biológica do Tinguá (parte da Mata Atlântica), criada pelo Decreto Federal 97.780, de 23 de maio de 1989. A Reserva do Tinguá e o Parque Municipal de Nova Iguaçu (ao sul do município) são as duas Áreas de Proteção Ambiental de Nova Iguaçu, ocupando 35% da área total do município.
Segundo a Lei 2.952, de 17 de dezembro de 1998, o bairro do Tinguá faz parte da Unidade Regional de Governo do Tinguá, que engloba um total de cinco bairros. O Decreto 6.083, de 12 de janeiro de 1999, define os limites de Tinguá: “Começa no cruzamento do Canal Ana Felícia com a Estrada Federal de Tinguá. O limite segue pela Estrada Federal de Tinguá, Avenida Pedro Álvares Cabral, antigo leito da Estrada de Ferro - sub-ramal Cava-Tinguá, Rio Iguaçu, Canal Paiol, Avenida Muniz Barreto, Avenida Olinda, Rio Iguaçu, limite legal da Reserva Biológica do Tinguá, Rio Boa Esperança, Tio Utum, Rio Tinguá e Canal Ana Felícia, até o ponto inicial”.
Atualmente, o bairro, de caráter essencialmente rural, conta com diversas entidades e ONGs ligadas à ecologia e à proteção ambiental devido à existência da Reserva Biológica do Tinguá (parte da Mata Atlântica), criada pelo Decreto Federal 97.780, de 23 de maio de 1989. A Reserva do Tinguá e o Parque Municipal de Nova Iguaçu (ao sul do município) são as duas Áreas de Proteção Ambiental de Nova Iguaçu, ocupando 35% da área total do município.
Segundo a Lei 2.952, de 17 de dezembro de 1998, o bairro do Tinguá faz parte da Unidade Regional de Governo do Tinguá, que engloba um total de cinco bairros. O Decreto 6.083, de 12 de janeiro de 1999, define os limites de Tinguá: “Começa no cruzamento do Canal Ana Felícia com a Estrada Federal de Tinguá. O limite segue pela Estrada Federal de Tinguá, Avenida Pedro Álvares Cabral, antigo leito da Estrada de Ferro - sub-ramal Cava-Tinguá, Rio Iguaçu, Canal Paiol, Avenida Muniz Barreto, Avenida Olinda, Rio Iguaçu, limite legal da Reserva Biológica do Tinguá, Rio Boa Esperança, Tio Utum, Rio Tinguá e Canal Ana Felícia, até o ponto inicial”.
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Maciço de Tinguá
Embora ligado à chamada Serra do Mar, o Maciço de Tinguá teve origem anterior, destacando-se, geologicamente. De uma das suas abas, nasce o rio Iguassú. No segundo reinado, foram construídas várias represas para o abastecimento da Cidade do Rio de Janeiro (Corte). Uma ferrovia - Rio do Ouro foi construída para a manutenção dos aquedutos. Daí em diante, a Mata Atlântica foi sendo reconstituída, naturalmente. Nesta destacada elevação encontra-se hoje a Reserva Biológica do Tinguá, (Mata Atlântica). Na aba denominada Serra dos Caboclos refugiaram-se alguns velhos e crianças indígenas (Tupinambás), no século XVI. Tinguá, na linguagem Tupi significa - Nariz Empinado de Pedra.
A Reserva Biológica de Tinguá foi reconhecida pela UNESCO como patrimônio da humanidade em 1997.
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Publicado no Magazine. Nova Iguaçu Editora, edição de março/92.
O que será passado para vocês foi narrado pelo professor Nei Alberto, membro do Instituto Geográfico e histórico de Nova Iguaçu.
Em parceria com Waldick Pereira, arqueólogo como Nei Alberto, inicia-se um pouco da história do nosso 3° Distrito...
Em parceria com Waldick Pereira, arqueólogo como Nei Alberto, inicia-se um pouco da história do nosso 3° Distrito...
Antes mesmo de sermos a sede do Município, já existia a movimentação comercial nesta região. onde em 1822, foi construída a primeira estrada brasileira para café ligando Villa de Iguassú à localidade de Ubá (as margens do Rio Paraíba do Sul), por iniciativa da junta Real do Comércio.
Em meados de século XIX, a Estrada da Serra do Focinho Empinado (Significado de Tinguá, na língua Tupi), foi empedrada, sob a responsabilidade do Cel. Conrado Jacob de Niemeyer. Media ali 6.336 metros de extensão, recebendo 1.870 metros de calçamento, guarnecida de muralhas, canaletas, 25 pontes e 44 pontilhões. (Tíngua tinha na época o nome de Conceição).
A estrada foi aberta para o escoamento do café, mostrando assim que o 3° Distrito havia tido na época um comércio forte desse produto e não de laranja, como pensávamos, que veio a surgir no início do século XX, na sede do novo Municipio e que o levou a ser conhecido internacionalmente.
Com a pavimentação da Estrada do Comércio (na serra do Tíngua e no perímetro urbano de Vila Iguassú), revitalizou-se a atividade comercial, ligando o então Município com várias outras localidades de atividades comerciais como: cais dos mineiros (próximo a praça Maúa, e até o interior brasileiro através do Rio Santana e Paraíba do Sul, dando assim maior atividade ao Porto da Vila Iguassú. Este Porto, com a junção das águas dos Rios Iguaçú e Utum, em alguns pontos apontavam embarcações com até 40 toneldas de carregamento.
A decadência do Município de Vila Iguassú começou ainda no meado do século XIX com a epidemia da Cólera Morbo, que afugentou seus moradores para outras terras como Machambomba ( Nova Iguaçú, em 1916), e Villa de Santana das Palmeiras erguidas em 1855, no meio da Serra do Tinguá, as margens da Estrada do Comércio.
Em meados de século XIX, a Estrada da Serra do Focinho Empinado (Significado de Tinguá, na língua Tupi), foi empedrada, sob a responsabilidade do Cel. Conrado Jacob de Niemeyer. Media ali 6.336 metros de extensão, recebendo 1.870 metros de calçamento, guarnecida de muralhas, canaletas, 25 pontes e 44 pontilhões. (Tíngua tinha na época o nome de Conceição).
A estrada foi aberta para o escoamento do café, mostrando assim que o 3° Distrito havia tido na época um comércio forte desse produto e não de laranja, como pensávamos, que veio a surgir no início do século XX, na sede do novo Municipio e que o levou a ser conhecido internacionalmente.
Com a pavimentação da Estrada do Comércio (na serra do Tíngua e no perímetro urbano de Vila Iguassú), revitalizou-se a atividade comercial, ligando o então Município com várias outras localidades de atividades comerciais como: cais dos mineiros (próximo a praça Maúa, e até o interior brasileiro através do Rio Santana e Paraíba do Sul, dando assim maior atividade ao Porto da Vila Iguassú. Este Porto, com a junção das águas dos Rios Iguaçú e Utum, em alguns pontos apontavam embarcações com até 40 toneldas de carregamento.
A decadência do Município de Vila Iguassú começou ainda no meado do século XIX com a epidemia da Cólera Morbo, que afugentou seus moradores para outras terras como Machambomba ( Nova Iguaçú, em 1916), e Villa de Santana das Palmeiras erguidas em 1855, no meio da Serra do Tinguá, as margens da Estrada do Comércio.
TINGUÁ E UM PARAÍSO ADOOOOORO,SUAS CACHOEIRAS EMBORA MALTRATADAS PELO SER HUMANO; AINDA VALE A PENA VISITAR.
ResponderExcluirTingua era até o século XVIII um pouso de tropeiros, local onde comerciantes em suas mulas traziam descansavam até seguir em direção ao Rio de Janeiro através do Rio Iguaçu.
ResponderExcluirO povoado de Tingua era um local para o tropeiro descansar e seguir viagem depois, aos foi surgindo um pequeno povoado próximo da serra.
A Fazenda São Bernardino nas proximidades de Vila de Cava pede socorro, precisamos de alguma forma nos mobilizar.
ResponderExcluirProf. Carlos